Invisibilidade Bissexual

abril 23, 2010 - 4 Respostas

Não, bissexuais não são mutantes, mas são vítimas da invisibilidade social.

A invisibilidade social geralmetne é conhecida a respeito dos garis e dos mendingos. É como se eles não existissem, os garis por sua profissão pouco reconhecida e o mendingos que se tornam invisíveis ao passar pelo filtro de coisas que preferimos fingir que não existem para evitar a dor.

Nesses casos a invisibilidade se mostra como a palavra sugere, de modo visual. Não vemos, não notamos, não reparamos na existência dessas pessoas e elas passam a fazer parte da paisagem como uma coisa, não um indivíduo. É uma indiferença que atinge o nosso olhar.

Esse tipo de invisibilidade, porém, não é o único que existe. A invisibilidade é uma marginalização baseada em preconceito e/ou na indiferença a um certo grupo de pessoas e sabemos que preconceito temos de todo tipo.

No caso de nós bissexuais, não temos nossa condição dada visualmente e sendo ignorada pelos olhares, e sim nossa identidade sendo ignorada pelos rótulos, discurso, instituições e indivíduos. Existe homossexual e heterossexual. Só. Se você não tem um desses rótulos na testa, você não existe.

Para além de uma simples bifobia de acreditar que bissexuais são indecisos, aproveitadores etc, algumas pessoas simplesmente esquecem-se de nossa existência ao citar as orientação possíveis, as minorias, as vítimas de preconceito etc ainda que frequentemente citem em seu discurso as várias siglas que levam nosso “B”.

Nas próprias instituições GLBT, o nome só é citado ao se explicar o significado dessas siglas, na hora de falar de cada um especificamente, gays estão sempre dentro, lésbicas raramente ficam de fora, trans e travestis são às vezes ignorados e bissexuais são quase sempre apagados.

Mas existimos, estamos por todos os lados, e está na hora de o mundo nos ver.

Straight, Gay or Lying

abril 6, 2010 - 4 Respostas

A seguir, texto retirado do site paroutudo, o original é da NY Times.

Certas pessoas se sentem atraídas por mulheres, outras por homens. E algumas, se dermos crédito a Sigmund Freud, Alfred Kinsey e milhões de indivíduos que se descrevem como bissexuais, sentem atração pelos dois sexos.

Mas um novo estudo lança dúvidas sobre a existência da bissexualidade, pelo menos em homens. O estudo, realizado por uma equipe de psicólogos em Chicago e Toronto, apóia aqueles que há muito tempo se mostram céticos com relação à hipótese de que a bissexualidade é uma orientação sexual distinta e estável. Segundo esses críticos, as pessoas que se dizem bissexuais são geralmente homossexuais, mas são ambivalentes quanto a sua homossexualidade, ou simplesmente enrustidas. “Ou você é gay, ou heterossexual ou está mentido”, conforme afirmam alguns gays. Continue lendo »

Bifobia

março 29, 2010 - Leave a Response

Bifobia

Para quem não conhece, a bifobia é bem o que parece: fobia à bissexuais e àbissexualidade.

A bifobia pode partir tanto de heterossexuais quanto de homo e bissexuais, neste último caso chamamos de bifobia internalizada.

Pode se expressar em suposições de que todos os bissexuais se encaixam em certos esteriótipos ou supondo que a bissexualidade simplesmente não existe como tal, sendo só uma fase de indecisão, ou homossexualidade enrustida.

Algumas suposições bifóbicas:

– Bissexuais são pervertidos.

– Bissexuais são hetero ou homossexuais indecisos e confusos.

– Bissexuais precisam se relacionar sexualmente com homens e mulheres simultaneamente.

– Bissexuais se atraem por qualquer um.

– Quem namora um bissexual será eventualmente abandonado por alguém do outro gênero.

Esta página do About.com comenta alguns desses estereótipos (em inglês)

Olá

março 26, 2010 - Leave a Response

Bem vindos meninas e meninos.

O bi-sides é (ou pretende ser) uma referência, um apoio, fonte de informação e espaço para dar voz aos bissexuais no Brasil.

Existimos, sabemos do que gostamos e circulamos entre dois mundos mas não pertencemos totalmente a nenhum lugar. Os problemas e preconceitos que enfrentamos não são os mesmos e, embora o movimento GLBT nos inclua em seu nome, até agora não vi nossa questão ser trabalhada particularmente.

Não dá mais pra ficar na rabeira dos outros movimentos, ainda que eles tenham sido o porto seguro pra muitos de nós até agora. Na América do Norte, Austrália e Europa uma grande quantidade de grupos já se organizam, agora é nossa vez 🙂

Como quero reunir pessoas e idéias e não só ficar falando sozinha, criei o Grupo Google do bi-sides. Para entrar é só clicar aqui e fazer a solicitação. Vamos nos conhecer, compartilhar experiências e fazer a diferença.